terça-feira, 3 de novembro de 2009
Pessoas mal-humoradas possuem uma inteligência mais afiada
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
GANHEI UM SELO POÉTICO

segunda-feira, 19 de outubro de 2009
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Turista do paraíso
Saí andando pela estrada sem esperar os parâmetros que os humanos vivos não vêem. Ninguém pode imaginar a realidade além deste mundinho onde o chão é chão. Andei até o této da montanha de barro laranja, como já havia feito por Minas Gerais, mas na chegada vi um barranco com uma bela proteção moldada. Tive medo de cair. Parecia uma cerca, daquelas artísticas de cimento imitando madeira, e ela estava um pouco depois do início do precipício. Olhando lá de cima, rodeado por montanhas, estava o solo. Tinha, logo a frente, do lado direito, um lago meio verde-azul com um roda moinho que engolia, mas depois mandava de volta quem nadava por ali. Eram pessoas totalmente livres e felizes que estavam na água, o prazer permitiria talvez um banho por toda a eternidade. As cores ressaltavam a curiosidade e o prazer, eram cores de verdade, parecidas com tinta da parede bem pintadas que saem na mão. Olhei um pouco mais para a esquerda e ali vi o céu. Mas ele estava como o lago, as estrelas e seu fundo escuro estavam no chão, o universo esfumaçava em branco o infinito, cair ali seria sair pelo universo.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Apaixonada num dia

sábado, 19 de setembro de 2009
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
O que me motiva a escrever em um blog?

Comecei a escrever em pequenos cadernos que não eram lidos por mais ninguém, algumas linhas por um amigo ou outro talvez, muito raramente. Logo veio a Internet e junto com à dificuldade em me inspirar pelos teclados, enfrentei as ferramentas do provedor para criar um blog — há uns dez anos. Continuo escrevendo, pouco é verdade, mas nos blogs ou nos cadernos o desejo é o mesmo: primeiro, o de aliviar o coração; depois, demonstrar boas idéias para o mundo; e quem sabe é essa a forma de ser descoberta pelo mundo e ser imortalizada — essa é a minha forma de ser.
Quando abro minha página já sei o que verei, e me sinto muito bem com ela. É um orgulho de mãe. Uma relação comigo mesma. Porém, sei que não tem nenhum recado novo, afinal recebo por e-mail um aviso quando peço para alguém comentar. Com o twitter, o número de visitas tem aumentado, quando sobra um tempo eu posto algo e divulgo lá. Não ligo mais para esse desinteresse dos meus não-leitores por poesias, ou para a minha falta de jeito para divulgação. O que me preocupa é eu mesma não escrever um dia, já os textos podem ser lidos por toda a eternidade.
Meus cadernos ainda existem, com cheiro de pó. Meu blog não é o primeiro, fiz vários, onde escrevi e publiquei minhas fases da vida até perder a senha. Ainda não lancei um livro de papel, não sei se seria o ideal com a evolução tecnológica... tenho muita vontade e acho que seria uma virada na vida; mesmo porque, se eles não forem vendidos, já sei que a literatura é solitária. Estou dizendo da Poeta Vane Kolyn, adorável e melancólica escritora. Claro que profissionalmente a história é outra, já que jornalista é informação dura que cerca o dia.
Se alguém se interessar, ofereço frases para camisetas, poesias para livros, palavras para saraus. Sou criadora, o encaminhamento fica fora da minha aptidão. Mas pelo menos a Internet é algo que veio para quebrar essas dificuldades e me fazer viajar pelo mundo.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Sincronia percebida
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Poesia visual de uma mulher
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Ajuda da família
Passado um tempo... Ainda não tem teto
Mas ufa! Está em pé.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Gente que explica a vida
.
M&M por Edianez Parente - Você começou trabalhando no Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq. Como foi essa transição para o mundo artístico?
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Um eclipse solar

Pessoas entraram em um eclipse solar
Todas olhando para o céu, encontraram
O sol e a lua, juntaram populações,
A natureza reconquistou a contemplação

Lembro de 1991, aos 9 anos
Eu também vi um desses
Lembro até hoje daquele dia
Perfeitamente do sol
E da professora
Minha curiosidade foi tanta
Que olhando para o céu
Não vi a escuridão passar
LINK:
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Querem me enganar
.
Link: Leia A Terceira Inteligência, por Maria Elena Pereira Johannpeter, na Comunidade Consciente
terça-feira, 30 de junho de 2009
segunda-feira, 29 de junho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
A dor não se esconde mesmo querendo

Venho deste tempo onde os olhos não enxergam.
E escrevo para demonstrar uma outra realidade
àqueles, ainda cegos, não notam a sensibilidade.
O sensível deve ser muito forte e suportar
a rotina de todos os sentidos para reviver
Escrevendo se fere, se alivia,cumpre o dever.
Qualquer um, em qualquer tempo,ganha sentimentos
e nota o sensível, desde que esteja preparado.
Vive lembranças, morre em palavras, renasce ao ler.
Perduram no corpo e na alma cada sensação.
E eu, me entrego por inteira nas vivências,
perfurando minha história com experiências
E com poesias sem nenhuma explicação.
Se ele não sente, sua missão é outra
A minha, pelo menos, me alivia
Deserto de mim

Não gosto de escrever de amor
quando é a dor que invade a vida.
Não sei como Vander Lee consegue,
ele se liberta igual meus sentimentos.
E me faz chorar em seus versos.
Parece até de felicidade
da beleza que ele transmite.
E aqui, penso em palavras
que seriam apenas tristes,
até a inspiração de não existir
sequer o amor.
Parece que não existe nada,
nem mesmo razão
para essa minha dor.
Se não existe vida
porque chorar pela morte¿
Se não existe sorte¿
porque jogar e esperar¿
Melhor esperar flutuando
apenas alguma sensação.
Bem que poderia ser de vida,
de amor, de alegria novamente.
Mas isso já sabemos,
é normal, todo mundo sente.
Então tá....
sábado, 6 de junho de 2009
Amor que arde na Terra

Amor é algo de coração, uma entrega com prazer, com satisfação, é recebido com prazer somente quando há verdade – é compartilhado para duas vidas tornarem-se mais completas e melhores, é a entrega à uma vida plena com a visão alterada pelo entusiasmo e pelo colorido dessa criação generosa demais. A paixão atrapalha um pouco porque se entrega a ponto de esquecer que é um complemento: a junção de duas vidas tornando em um universo único e maior, nunca a exclusão do mundo para focalização da tentação emocionada. O amor é a doação de seu interior pequeno para a reunião de uma oportunidade de conhecer e sentir uma realidade diferente. É apenas bem-estar, respeitando os limites de cada um. É o livre arbítrio preparado e sorteado para a realização das mais variadas vontades. Com a junção da alma e das carnes, os desejos são realizados em forma de compaixão, viramos todos um, igual às peças de um relógio, até achar a sincronicidade e cada um achar o seu ritmo e função. Amor é uma dádiva maior do que qualquer obrigação do mundo, é a união de forças para a realização da vida com prazer em companhia. Encontrar o amor é quase impossível, e pela sua dificuldade de compreensão, muitas vezes é deixado de lado sem pelo menos tentar entendê-lo e adicioná-lo na vida. Muito mais fácil é caminhar sozinho, com as dificuldades uma a uma, tendo vitórias sozinhas, sem um sentimento para compartilhar. O amor é bom para aquele que sente e é perfeito quando os dois podem sentir o prazer de serem contaminados. Ele é muito maior do que a humanidade, mais sábio do que o mundo. seu instinto de ser superior, alguns conseguem sentir um pouco de seu potencial, alguns consegO amor quebra regras e impulsiona realizações que parecem loucas, mas está somente cumprindo uem segurá-lo, alguns conseguem mantê-lo somente depois de muitas tentativas, alguns não querem.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Velhos tempos...

Ontem, fiz meu primeiro show como cantora, na verdade uma capela. Para um grande público de 20 cantores. Não sei se foi bom, porque não me lembro. Na hora, já não me lembrava. Aquele momento foi único porque se apagou da minha mente. Foi eterno. E a voz não saiu. Eu poderia cantar uma das únicas músicas que sei a letra e que sei enganar cantando... sendo Minha Alma. Cantei uma que não sabia a letra, mas que diria muito mais a aquelas pessoas. Se gostaram de mim? Não sei. Mas perguntaram de quem era a letra: "é muito linda" Teu Rastro, de Vander Lee... Doei a minha cola para a Tutti Baê.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
As mãos são o caos do escritor

Como eu queria olhar e conseguir enxergar o que tem um pouquinho mais adiante, fecho meus olhos e sinto o agora, sinto dúvida, sinto-me bem, tenho medo. São tantas as vidas que podem ser vividas a partir do dia de hoje. Tudo pode acontecer. Sabia que é assim? Tudo pode mudar, e por isso chama-se vida. E vamos vivendo. Nem sei o porquê escrevo tudo isso. Sei que queria muito poder conversar com você agora, parece impossível. Também gostaria de conversar sobre essas coisas, também parece impossível, sinto que não faz parte da sua realidade.
Então, nas horas de filosofia como esta, sinto-me distante, da mesma forma que me sinto nessas horas que perdemos o contato e o assunto. A distância aparece quando já não consigo ver seu rosto nitidamente em minha memória, mas tenho muitas fotos. A distancia é boa. Ela faz a gente sentir. Eu sinto muito, muitas coisas ao mesmo tempo, que acabo me achando anormal como é o amor. Às vezes parece que tudo se acabou, penso apenas: será? Porém, consigo me lembrar com saudade daquele que é meu namorado, que permanece. Lembro com tanta intensidade, que o amor aumenta, e as convicções também. Cada admiração acaba me fazendo querer essa vida, mais do que um conto de fadas.
Será que com o passar dos anos você também seria assim ausente quando estivesse envolvido no trabalho? Será que ainda continuaria tão romântico e apaixonado como é sempre. Você me seduziu com sua forma de falar, de me amar. Nas minhas maiores dúvidas, escutei as palavras mais belas que me pegaram pela mão e me fizeram caminhar em sua companhia pelo paraíso. Ai meu amor, cada fantasia me vem à cabeça, e eu estou aqui sonhando e acordando incansavelmente. Meu bem, hoje fiquei pensando que te quero porque te acho lindo. Olha só que besteira, são tantos os motivos, e porque pensei em sua beleza? Olhei algumas fotografias. Amor, não vejo vida, adiante, melhor do que aquela ao seu lado, pareço aquelas adolescentes ingênuas e apaixonadas (sinto que sou).
Estou com medo da vida. Eu te amo porque é muito bom sentir isso.
E porque quero dar o prazer a você de poder sentir isso também.
Agora, quero começar uma vida nova.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Viajante por querer

Motivo bom para distribuir ao Brasil em palavras: oportunidades. Tento traduzir em ritmo, expressões e vocabulário o que a natureza não fala, mas faz sentir. Narro o Brasil que tenho oportunidade de conhecer para divulgá-lo. Divulgar a existência daquilo que é riqueza para quem não conhece, riqueza para quem ama, dia-a-dia para quem mora. São chances que tive porque foi o que escolhi fazer: sair, independente do dia, receber o mundo, e me entregar aos passos da natureza, da arte e da incerteza.
Entre viajantes e leitores acontecem encontros, elos, ampliados pela história que começa. Amigos de viagens são encantados porque têm cenários e lembranças definidas. Assim, as afinidades comemoram e as diferenças ensinam. E mesmo num certo mundo que, às vezes, parece assustador, o turismo bem cuidado ainda pode levar o meio ambiente e as pessoas a se respeitarem mais. Assim, as pessoas podem ler e escrever fatos reais e bons e belos.
Existe ainda natureza viva na essência de cada lugar. Existe ainda certo espírito de amor e paz, de natureza e criança. Tudo pode ser produzido em um só gesto, basta tentar. Basta sentir os lugares e as história das pessoas que passam por nós.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Toda chuva tem pingo que o hipócrita não vê
Com 13 anos eu pensava ser adulta, estava madura mesmo, eu lembro, lembro que pensava com a razão e me fechava no quarto para sentir e escrever a emoção. Lembro que aconselhava até o mais velho, por ter observado as vidas no passar dos dias ao invés de brincar. E nas primeiras decepções, resolvi me abrir para sentir de verdade, em vez de falar que já sabia e passar sem perceber. Entreguei-me à vida, e por mais velha seja a face, uma criança aprende dentro de mim; ao passar por aquilo que sempre ouvi, mas ainda não havia passado. E não adianta falar, que só mesmo quem vive... já sabemos. Mas quando aperta a pele ou a alma, dói, mesmo que já soubesse que é normal. É normal alguém mentir, enganar, fazer o mal querendo fazê-lo, passar a perna no outro. É normal, falar mal, fofocar, ridicularizar. É normal sofrer e superar. E como termina? Não termina.
Mas para que repetimos os mesmos acontecimentos, gerações após gerações. Por que temos que passar por isso? Qual é o sentido? Não parece contos de fadas, parece que existe uma evolução querendo dizer algo. Ninguém entende. Principalmente aquele que não tenta, sequer, melhorar. Resolvi que as fadas se basearam na vida; antes de tornar fantasia nossos desejos, tudo era realidade. Então a fantasia é roupa, é realidade, não é carnaval.
Resolvi, que sentirei, se possível sempre, aquela emoção e sensação que não se consegue explicar. Aquela emoção do mergulhador que dá comida aos tubarões. Ele faz aquilo por entrar no mundo dele que estava esquecido, ele encontrou pelo portal. Essa emoção que ele mostra com as mãos sem conseguir dizer, essa eu posso sentir, todos podem, acreditando que os sonhos podem ser hoje e que as decepções podem ser portais para enxergar os verdadeiros sonhos. Não me importo com o acontecer de depois, que vira em todos os segundos, me importo apenas em deixar de ver personagens que considero importante. Porém, a vida nos ensina, nos acolhe, está aí para sermos tudo, até poder provar sem dizer nenhuma palavra. Até o pensamento perceber que nem doeu tanto assim.
Que os corações perdidos e mal intencionados percebam os pingos da chuva, percebam o conjunto. Senão, entram num portal ao contrário e vêem no espelho o oposto do que se é. A reversão do estomago causa aversão nas pessoas, nada tem hora para virar, a não ser o próximo segundo. O lado hipócrita tem que ser melhorado por conta própria, antes de se comer.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
ALIANÇA DE BAMBU
Está tão longe, mas sinto seu cheiro só de pensá.
Ai meu amo de sorriso perfeito, de tão bem feito já pode soprá.
Sopra uma dica pros ventos de amo que virão me buscá.
Ai meu amo, que me olha com desespero, não qué me soltá.
É verbo com verbo, mas simplicidade é quem ganha o altá.
De branco e florzinha vc me rodopia pra saia girá.
Pé direito na pedra que leva pra rede que vamo acampá.
É nossa casinha que dança na chuva e num dexa molhá.
Ela apenas acalenta um amo que conquista assovio dos sabiá.
Conquista também as familia unida por um amo que num vai acabá.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Só, uma verdade ardida de não querer olhar
O belo do sorriso se esvai entre o bem e o mal, quando o bem não diz.
Sempre chega um repique para assustar o pensamento de perfeição.
Com o tempo, as lágrimas viram tardes pensativas sobre o pouco caso.
E as amizades, acima de tudo são sábias, cada um pensa em si.
O outro sempre existe para fortalecer o vão entre a solidão.
No segundo encontro a feição profere que não tem nada errado.
Inverte para o bem, o mal de cada um, numa natural explicação da vida.
Ao normal, voltam os loucos da vida para enfrentar dias piores.
Sempre intercalados com momentos de união e cumplicidade.
terça-feira, 22 de abril de 2008
A clareza da súplica menina por um sabor verdadeiro

Afortunada a idéia de questionar o destino ao sumiço do amigo encantador.
Recebi como respostas palavras de notícias, de saudades, de amor.
Resolvi escutar no resgate da ternura todos os lamentos da distância.
E as lembranças cantadas sobre uma história que descobri ser minha infância.
Mergulhei naquele cheiro e sol que rodeavam as tardes de bicicleta.
Eu já não portava mais aquele meu sorriso sonhador e preguiça inquieta. O bairro já não descrevia os amigos e não acenava às risadas no quintal.
O grito do tumulto, do adulto era por uma quentura solitária de domingo de jornal.
O verbete não aceitava sentir mais ao saber mais, aceitava a vida que não percebia.
Diante da janela se pensava no jantar e nas pizzas e não em quem as comia.
A populosa cozinha se enchia de azeitonas sem cara na dieta da soda.
Era estranha a falta de alguém que não dizia o gosto do morango que não engorda.
O vazio era doloroso e apático sem dizer o que se passava, espremia uma gota alagada.
A promessa e o batom eram preciosos gestos que pediam mesmo era um abraço da vida.
O aparecido devia estar cego, chegou e me enxergou beleza na tristeza dos olhos cansados.
Vinha ouvir o grito crespo de ousadia tardia, vinha dar cor aos prantos do caos causado.
Safado amado que se confundia entre amor e alegria numa família apaixonada.
Não se porta na indefinição dos sentimentos dos sentidos das mulheres preocupadas.
Meninas choram nas cenas que não tem beijo, beijam meninos que choram ou que não.
Elas caminham aos lados amigos, soldados, apreciados como alma forte que não dão.
Entre milhões de pepitas de olhares maldosos, um diz decoração sentida na alma feminina.
Que busca o abraço da fervura, talvez o segredo do salto da sobrancelha genuína.
Um sorriso sem motivos é próprio na expressão que não se assemelha no peso da idade.
Ele diz o eterno, diz o amor, o sorriso que ri sem dor e se joga nas bocas da felicidade.
sábado, 19 de abril de 2008
Mãe Maria da vida que forrozou

Prossegui na busca pelo sentido de viver, que para mim nunca foi a rotina trabalhadora de horários comerciais, sempre soube que havia algo nas entrelinhas e procurei. Foi quando ouvi falar num certo forró, que eu não me atreveria. Sempre fui tímida, ruim de trejeitos e de expressões corporais. “-Me peça para dançar na escrita que até rebolo, mas dançar forró, não!
A inovação seria no Via Funchal, em São Paulo. Me lembro de um grande palco em forma de arena, onde os músicos estariam no lugar dos mitos e sacrifícios. Entre os largos degraus estavam os bailarinos e forrozeiros, o público baladeiro daquele espaço, esperando a orquestra. Foi anunciado o vôo do Circuladô de Fulô, Edu Ribeiro partira para o reggae. Eu só observava a confusão forrozada sem entender nada.
A salvação daquela noite estaria nas mãos daqueles que também salvariam todas as outras noites do meu caminhar. A irritação do público se misturava com uma empolgada gritaria pedindo o som, todos eram viciados pelo bem estar que eu ainda descobriria. Os compassos começaram e, no escuro total, eu enxergava estrelinhas coloridas de meditação. Suspeitei: “ - Encontrei, encontrei a paixão!”.
Um Bando de Maria entrou vozeirando e estremecendo as paredes, o teto e o chão. Uma explosão de vida liderava uma vontade, a de estar ali. Foi quando eu nasci para o encontrado, para a melhor sensação, para a satisfação total dos sentidos e de ser. Meus pés sentiam a vibração daquela acústica que zombava da arquitetura, descobri que o balanço contagiante do imóvel é quem faz o forrozeiro dançar. Dancei para sempre!
(Não há motivo maior para aceitar a alienação da massa. Porque o caminho tem que ser a grande mídia? Não se vejam pequenininhos diante dos milhões, olhem para dentro de si e se vejam como gigantes.
Façam shows todos os dias, que o público do forró estará lá para prosperar o Bando e as bandas. Relaxe porque o mercado vende apenas o que faz mal para a pele.
E lembre-se, um público apenas, um ouvido só, é a elevação do artista.
Desde quando, os primeiros talentos precisavam do mercado? Ainda porque ele é conseqüência e não caminho. Deixa esse mercado para lá e vamos à feira livre!)
terça-feira, 18 de março de 2008
Antídoto dissolvido em poros
Veio rastejando suavemente como uma brisa de estimação.
Margeou pequenos impulsos, com olhos vermelhos de penetração.
A gota d’agua foi convencida a se amasiar.
A cor do fluido tornou-se o que não poderia ver.
A fórmula do mundo se perverteu.
Devastada qualquer vida seca, sem motivo de ser.
A ordem virou veneno morto pelo amor.
As partes contraditórias foram encontradas em salvos corações.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
A melodia conforta o colchão que vira grama

Aquele céu estrelado
é o mesmo daqui.
E o que vivi há segundos
já é lembrança.
Sinto as águas da cachoeira
como um banho de álcool,
que leva para um voar suave.
Vibro as palavras
invasoras de um segundo
de comemoração juvenil.
Vejo o quadro,
de um circulo onde estamos...
Todos num único beijo.
Sou eterna viajante pela procura das histórias que não voltam, formam-se.
sábado, 8 de dezembro de 2007
A fome briga com o amor que (d)existe

Ou pensamento a balançar.
Canta canta canta.






