terça-feira, 3 de novembro de 2009

Pessoas mal-humoradas possuem uma inteligência mais afiada

Segundo estudo realizado por um cientista australiano e publicado na última edição da revista científica Australasian Science, "a tristeza e o mau humor melhoram a capacidade de julgar os outros e também aumentam a memória", assegura o professor Joseph Forgas, da Universidade de Nova Gales do Sul, em Sydney.

"Enquanto um estado de ânimo positivo facilita a criatividade, a flexibilidade e a cooperação, o mau humor melhora a atenção e facilita um pensamento mais prudente", explica o artigo. A pesquisa sugere que a tristeza melhora as estratégias para processar a informação em situações difíceis".

Forgas ressaltou que as pessoas com um estado de ânimo mais decaído possuem maior capacidade de argumentar suas opiniões por escrito, pelo que concluiu que "não é bom estar sempre de bom humor".

A pesquisa consistiu em uma série de experimentos nos quais se manipulava o estado de encorajamento dos participantes por meio de filmes e lembranças positivas ou negativas.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

GANHEI UM SELO POÉTICO


Mesmo não podendo me dedicar tanto o quanto eu gostaria à esse blog, ganhei um gentil presente da Valéria Amores, uma grande amiga e jornalista. Agradeço muito por pessoas assim:



Oi Van, bom diaaaaaa!!

Flor, fui presenteada por umas leitoras com uns selos que fazem parte da “Blogosfera”, são selos virtuais criados para promover blogs, movimentos da Blogosfera e etc. É uma forma de divulgar outros blogueiros e reconhecer o trabalho de outros tantos. Seguindo o movimento decidi em não encaminhar nenhum dos meus a vc; mas sim presentea-la com um selo especial para seu blog.


Pra ti, entrego o selo de MELHOR BLOG POÉTICO, acho que ele faz jus a seu blog, visto que vc é verso, prosa, conto e poesia da melhor qualidade!! Van, junto com o selo lhe entrego uma mensagem:


"Ser poeta é semear o amor mesmo nos territórios onde insensatos cultivam a discórdia e colhem a dor",Valter Montoni.


Com o presente receba meu abraço apertado!!

Espero que goste.Beijos carinhosos,Vá

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Fim de romance
é noite sem lua.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Turista do paraíso

Saí andando pela estrada sem esperar os parâmetros que os humanos vivos não vêem. Ninguém pode imaginar a realidade além deste mundinho onde o chão é chão. Andei até o této da montanha de barro laranja, como já havia feito por Minas Gerais, mas na chegada vi um barranco com uma bela proteção moldada. Tive medo de cair. Parecia uma cerca, daquelas artísticas de cimento imitando madeira, e ela estava um pouco depois do início do precipício. Olhando lá de cima, rodeado por montanhas, estava o solo. Tinha, logo a frente, do lado direito, um lago meio verde-azul com um roda moinho que engolia, mas depois mandava de volta quem nadava por ali. Eram pessoas totalmente livres e felizes que estavam na água, o prazer permitiria talvez um banho por toda a eternidade. As cores ressaltavam a curiosidade e o prazer, eram cores de verdade, parecidas com tinta da parede bem pintadas que saem na mão. Olhei um pouco mais para a esquerda e ali vi o céu. Mas ele estava como o lago, as estrelas e seu fundo escuro estavam no chão, o universo esfumaçava em branco o infinito, cair ali seria sair pelo universo.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Apaixonada num dia


Estou apaixonada como uma criança em dia de sol
Lembro das minhas alegrias, da minha tia todos os dias
Daquela amiga que vive a me olhar de uma foto no espelho
O meu sorriso parece escapar, não quero controlar minha excitação
Uma vibração em meu peito me anima para rir sozinha
Sem motivo eu enxergo a vida

As sombras antigas floriram, são girassois
que giram a cabeça conforme preencho a vida com cores
Sinto agora sabores que morriam na auto-depressão
É como uma construção surpresa feita por uma alma brinde
O nascimento de uma força que nem lembra de qualquer dor
Tomei o veneno que me libertou da morte

Sou nova, de novo, uma desconhecida
Arrisco, sou quem agita e brinca de fazer tudo
Eu beijo e abraço com delícia a vida para receber carícia
Eu negocio minha sabedoria para ser pura e livre
Quero carregar apenas o que me deixa leve
Quero ser passarinho e voltar a cantar

Queria saber a fórmula do tuim
Salvaria a felicidade da insegurança
Estou apaixonada por uma criança
Por uma pluminha cheirando a jasmim
Que não reage igual a um dia, como eu fiz
Preciso ressoar meu dia, e levantar acompanhada

Não geração, diga não, e use a violência de outra forma
Fira apenas quem não sente dor, deixe-se em paz
Lembre-se de seus sentidos, que são diferentes e individuais
Saia com um andar peregrino pelas ruas procurando por si
Realize os absurdos pensados pela intuição,
Entrega-se ao prazer de qualquer idéia,
Saia para encontrar o caminho de volta.

Existe uma realidade que pode ser vista
Com olhar que nascemos, aquele que ganhamos do amor
Ele pode ser purificado quando uma decisão conta ao coração
Que você pode enfrentar os medos
E aquele que mandava aprende com a sua reação
Acredite que a educação não é tudo que se aprendeu
Esteja apaixonada por si, porque assim que estou

sábado, 19 de setembro de 2009

Que lindo!








::::: Creado por perros-perritos.com

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O que me motiva a escrever em um blog?

A imortalidade é humana


*Ilustração

Comecei a escrever em pequenos cadernos que não eram lidos por mais ninguém, algumas linhas por um amigo ou outro talvez, muito raramente. Logo veio a Internet e junto com à dificuldade em me inspirar pelos teclados, enfrentei as ferramentas do provedor para criar um blog — há uns dez anos. Continuo escrevendo, pouco é verdade, mas nos blogs ou nos cadernos o desejo é o mesmo: primeiro, o de aliviar o coração; depois, demonstrar boas idéias para o mundo; e quem sabe é essa a forma de ser descoberta pelo mundo e ser imortalizada — essa é a minha forma de ser.

Quando abro minha página já sei o que verei, e me sinto muito bem com ela. É um orgulho de mãe. Uma relação comigo mesma. Porém, sei que não tem nenhum recado novo, afinal recebo por e-mail um aviso quando peço para alguém comentar. Com o twitter, o número de visitas tem aumentado, quando sobra um tempo eu posto algo e divulgo lá. Não ligo mais para esse desinteresse dos meus não-leitores por poesias, ou para a minha falta de jeito para divulgação. O que me preocupa é eu mesma não escrever um dia, já os textos podem ser lidos por toda a eternidade.

Meus cadernos ainda existem, com cheiro de pó. Meu blog não é o primeiro, fiz vários, onde escrevi e publiquei minhas fases da vida até perder a senha. Ainda não lancei um livro de papel, não sei se seria o ideal com a evolução tecnológica... tenho muita vontade e acho que seria uma virada na vida; mesmo porque, se eles não forem vendidos, já sei que a literatura é solitária. Estou dizendo da Poeta Vane Kolyn, adorável e melancólica escritora. Claro que profissionalmente a história é outra, já que jornalista é informação dura que cerca o dia.

Se alguém se interessar, ofereço frases para camisetas, poesias para livros, palavras para saraus. Sou criadora, o encaminhamento fica fora da minha aptidão. Mas pelo menos a Internet é algo que veio para quebrar essas dificuldades e me fazer viajar pelo mundo.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Sincronia percebida

A vida é como um palco

E a sincronia são nossos desejos

Quem não encontra um grupo

Poderia, então, dançar sapateado


A perfeição dos passos

E do toque da música

Domina os espíritos e corações

Fazendo do dia uma arte


Sem a dança

Sem a sincronia

O mundo não é palco

Sempre falta algo

E o espetáculo vira solidão


video

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Poesia visual de uma mulher


Mudar-se para Bahamas e desenvolver livremente obras de arte. Ter a forma de fazer totalmente como uma inspiração própria, fotografar a vida e a fantasia em baixo d'agua. Misturar personagens, amigos e família em cores e formas tornando-os eternos.


Essa é a obra de Elena Kalis

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Ajuda da família

A vida é uma construção de tijolinhos, tem horas que queremos chutar e morar na rua.

Passado um tempo... Ainda não tem teto

Mas ufa! Está em pé.


sexta-feira, 24 de julho de 2009

Gente que explica a vida

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De repente, uma leitura indicada ganha mais significado. Entre as páginas do jornal Meio&Mensagem, de julho de 2009, um título ousa mexer com as emoções. “Cargo: diretor geral de sonhos”. O repórter Edianez Parente talvez não esperasse por aquelas respostas do entrevistado, Manoel Martins, na verdade, diretor geral de entretenimento da TV Globo.
Martins usufrui de uma expressão de responsável, moldando como uma cortina a feição de felicidade. Ele soube transmitir como uma poesia parte da sociedade, sua resposta pontual mostrou uma clareza surpreendente, explicou sentimentos e a empatia que eu jamais consegui compreender e transmitir em palavras:

M&M por Edianez Parente - Você começou trabalhando no Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq. Como foi essa transição para o mundo artístico?

Manoel Martins Eu sou administrador de empresas. No CNPq, trabalhava com cientistas. E vim trabalhar com artistas, que são pessoas com a mesma sensibilidade, a busca da excelência, da absorção do conhecimento, a emoção aflorando... Sei que isso existe em todas as profissões do mundo, mas vejo no cientista e no artista essas características mais acentuadas; o lado material não tem a relevância que tem o desempenho da procura pelo melhor texto, a melhor interpretação, na incessante busca da idéia. Imagine um cientista buscando idéias para o desenvolvimento do conhecimento e o artista buscando idéias para o desenvolvimento do entretenimento. Tive a felicidade de trabalhar sempre com pessoas especiais e sensíveis, e talvez isso justifique um pouco eu estar dando essa entrevista hoje. Trabalhar com artista não é fácil. Mas é muito interessante, pois é genuíno, é muito sincero, já que a maior preocupação, o ponto principal, é a busca da excelência. Tanto faz se é um ator, um diretor ou um produtor – todos querem dar o melhor de si para a sociedade. E, na nossa atividade, o conteúdo não é um conteúdo de prateleira. Você faz e exibe; se não teve retorno, você não estoca.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Um eclipse solar



Pessoas entraram em um eclipse solar
Todas olhando para o céu, encontraram
O sol e a lua, juntaram populações,
A natureza reconquistou a contemplação


Lembro de 1991, aos 9 anos
Eu também vi um desses
Lembro até hoje daquele dia
Perfeitamente do sol
E da professora
Minha curiosidade foi tanta
Que olhando para o céu
Não vi a escuridão passar

LINK:

As fotografias de quem viu

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Querem me enganar

A mídia não está se dando conta do que está fazendo com o mundo, com as pessoas, com os sentimentos. Na escolha da pauta, no direcionamento do jornalismo ou da publicidade para o pior de todos os dias, as pessoas estão acreditando que a realidade é o que está sendo divulgado. Pior do que isso, a mídia (qualquer que esteja em frente à janelas de prédios esperando alguém cair) ensina e fomenta o pior do ser humano, abusa das emoções e indignações por um argumento comercial.
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A tragédia prende a atenção daqueles que poderiam estar amando por aí. O público talvez deixe de acreditar nas pessoas, em poetas, nos próprios sentimentos. O que surge é mais um assunto explorado como a gripe, que parece mais importante do que todos aqueles trabalhos que deveriam ser divulgados, que deveriam ser feitos, mas estão abandonados como os pequenos infratores.
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Nessa hora aparece a vergonha em massa, usada em um assunto errado, cobrindo a vontade de uma ação de sustentabilidade, de um gesto de carinho, de uma idéia brega-sonhadora. Dos pauteiros aos repórteres, dos empresários aos funcionários, dos leitores aos ouvintes, todos podem começar a escolher melhor o sorriso para vestir, o som para digerir, a visão para seguir. São destes heróis-pessoas que a mídia está precisando para divulgar, para trabalhar.
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Comente ou julgue. Então talvez essa reação escrita pareça uma vergonha. Basta pelo menos você tentar compreender e explicar o que anda acontecendo por aí. Existem pessoas também fazendo alguma coisa:

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Link: Leia A Terceira Inteligência, por Maria Elena Pereira Johannpeter, na Comunidade Consciente

terça-feira, 30 de junho de 2009

Opções


Minha sede é em Santo André, mas eu sou do Mundo

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Separação

Meu estomago foi engolido pelo amor

terça-feira, 9 de junho de 2009

A dor não se esconde mesmo querendo


Venho deste tempo onde os olhos não enxergam.
E escrevo para demonstrar uma outra realidade
àqueles, ainda cegos, não notam a sensibilidade.

O sensível deve ser muito forte e suportar
a rotina de todos os sentidos para reviver
Escrevendo se fere, se alivia,cumpre o dever.

Qualquer um, em qualquer tempo,ganha sentimentos
e nota o sensível, desde que esteja preparado.
Vive lembranças, morre em palavras, renasce ao ler.

Perduram no corpo e na alma cada sensação.
E eu, me entrego por inteira nas vivências,
perfurando minha história com experiências

E com poesias sem nenhuma explicação.
Se ele não sente, sua missão é outra
A minha, pelo menos, me alivia

Deserto de mim


Não gosto de escrever de amor
quando é a dor que invade a vida.

Não sei como Vander Lee consegue,
ele se liberta igual meus sentimentos.

E me faz chorar em seus versos.
Parece até de felicidade

da beleza que ele transmite.
E aqui, penso em palavras

que seriam apenas tristes,
até a inspiração de não existir

sequer o amor.
Parece que não existe nada,

nem mesmo razão
para essa minha dor.

Se não existe vida
porque chorar pela morte¿

Se não existe sorte¿
porque jogar e esperar¿

Melhor esperar flutuando
apenas alguma sensação.

Bem que poderia ser de vida,
de amor, de alegria novamente.

Mas isso já sabemos,
é normal, todo mundo sente.

Então tá....

sábado, 6 de junho de 2009

Amor que arde na Terra


Amor é algo de coração, uma entrega com prazer, com satisfação, é recebido com prazer somente quando há verdade – é compartilhado para duas vidas tornarem-se mais completas e melhores, é a entrega à uma vida plena com a visão alterada pelo entusiasmo e pelo colorido dessa criação generosa demais. A paixão atrapalha um pouco porque se entrega a ponto de esquecer que é um complemento: a junção de duas vidas tornando em um universo único e maior, nunca a exclusão do mundo para focalização da tentação emocionada. O amor é a doação de seu interior pequeno para a reunião de uma oportunidade de conhecer e sentir uma realidade diferente. É apenas bem-estar, respeitando os limites de cada um. É o livre arbítrio preparado e sorteado para a realização das mais variadas vontades. Com a junção da alma e das carnes, os desejos são realizados em forma de compaixão, viramos todos um, igual às peças de um relógio, até achar a sincronicidade e cada um achar o seu ritmo e função. Amor é uma dádiva maior do que qualquer obrigação do mundo, é a união de forças para a realização da vida com prazer em companhia. Encontrar o amor é quase impossível, e pela sua dificuldade de compreensão, muitas vezes é deixado de lado sem pelo menos tentar entendê-lo e adicioná-lo na vida. Muito mais fácil é caminhar sozinho, com as dificuldades uma a uma, tendo vitórias sozinhas, sem um sentimento para compartilhar. O amor é bom para aquele que sente e é perfeito quando os dois podem sentir o prazer de serem contaminados. Ele é muito maior do que a humanidade, mais sábio do que o mundo. seu instinto de ser superior, alguns conseguem sentir um pouco de seu potencial, alguns consegO amor quebra regras e impulsiona realizações que parecem loucas, mas está somente cumprindo uem segurá-lo, alguns conseguem mantê-lo somente depois de muitas tentativas, alguns não querem.
Ele jamais poderia ser banalizado pelas bocas que o desconhecem, jamais deveria ser falado em vão, somente se fala eu te amo quando uma energia imensa tenta sair do peito humano e não encontra libertação, a vontade intensa de jogar-se na vida de quem está em sua frente pode ser aliviada e talvez compreendida. A energia imensa que tenta saída pela boca do peito e da garganta e somente encontra um caminho quando forma as palavras: eu te amo. Esse é o início de uma conquista, jamais as palavras devem ser faladas na rotina, sem ter certeza. A energia que se sente, quando falada, é uma transformação sem volta, as mudanças são sempre para frente e perfeitas apenas com comunicação, humildade e solidariedade.
O amor também pode ser compreendido como vontade de fazer o maior bem possível pelo próximo. Ele forma uma muralha que pode ser usada como um bom lugar para sentar e olhar a paisagem enquanto se curte palavras e carinhos. A muralha pode ser utilizada para pegar os tijolos e jogar contra aquele que mereceria as palavras doces. O pior dos amantes é aquele que consegue chegar ao ponto de em vez de trazer todos para a muralha, utilizá-la para encobrir outras verdades; ou ainda para causar uma grande ferida na vida com uma separação. O amor está acima da Terra, é o paraíso, por isso o ser humano é imperfeito e incapaz de compreende-lo, de incorporá-lo. Talvez somente a morte busque os amantes e depois da Terra mostre o paraíso, onde o mundo realmente é melhor, onde as intenções são boas. Ainda existem pessoas buscando e lutando por um Planeta Terra melhor, socialmente, economicamente, ambientalmente, lutam contra as forças de uma evolução ainda não conquistada chamada sustentabilidade, a ramificação do amor. Fazem muita força para puxar o paraíso para o Planeta onde ainda habitam os pobres mortais e mal amantes. Um por um, eles conseguem pelo menos demonstrar que existe algum afeto e esperança, lembrando que a esperança deve existir por alguns minutos, pois o ato de esperar e esperar apenas atrasa toda essa construção. Talvez todos possam começar a fazer a sua parte, começando a tentar a provar do amor próprio, partindo para dizer com gentileza e realizar as suas vontades. E é aí que a aliança será formada e será muito maior do que a felicidade de casais, poderá ser um circulo de mãos dadas com toda a sociedade em busca de compreensão. Assim, os casais e seus entes estariam mais seguros, mais reforçados, mais abraçados para nunca esquecerem como é que chama aquilo que já existiu em seus corações jovens.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Velhos tempos...




Ontem, fiz meu primeiro show como cantora, na verdade uma capela. Para um grande público de 20 cantores. Não sei se foi bom, porque não me lembro. Na hora, já não me lembrava. Aquele momento foi único porque se apagou da minha mente. Foi eterno. E a voz não saiu. Eu poderia cantar uma das únicas músicas que sei a letra e que sei enganar cantando... sendo Minha Alma. Cantei uma que não sabia a letra, mas que diria muito mais a aquelas pessoas. Se gostaram de mim? Não sei. Mas perguntaram de quem era a letra: "é muito linda" Teu Rastro, de Vander Lee... Doei a minha cola para a Tutti Baê.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

As mãos são o caos do escritor






A vida é muito estranha, nós somos. Cada dia, cada notícia nos transforma, transforma a forma de pensar e de se sentir. E cada um ainda nasce com uma percepção e função diferente na vida. Fico refletindo tudo o que acontece, o que vejo, o que sinto. Sou sensível, mas não sei explicar como. Agora, por exemplo, por alguns motivos, pelo momento de agora eu sinto meu coração tremer... Como se eu fosse pular de um uma cachoeira, mas o equipamento não parece tão seguro, e parece que a cachoeira também não é muito alta e fatal.

Como eu queria olhar e conseguir enxergar o que tem um pouquinho mais adiante, fecho meus olhos e sinto o agora, sinto dúvida, sinto-me bem, tenho medo. São tantas as vidas que podem ser vividas a partir do dia de hoje. Tudo pode acontecer. Sabia que é assim? Tudo pode mudar, e por isso chama-se vida. E vamos vivendo. Nem sei o porquê escrevo tudo isso. Sei que queria muito poder conversar com você agora, parece impossível. Também gostaria de conversar sobre essas coisas, também parece impossível, sinto que não faz parte da sua realidade.

Então, nas horas de filosofia como esta, sinto-me distante, da mesma forma que me sinto nessas horas que perdemos o contato e o assunto. A distância aparece quando já não consigo ver seu rosto nitidamente em minha memória, mas tenho muitas fotos. A distancia é boa. Ela faz a gente sentir. Eu sinto muito, muitas coisas ao mesmo tempo, que acabo me achando anormal como é o amor. Às vezes parece que tudo se acabou, penso apenas: será? Porém, consigo me lembrar com saudade daquele que é meu namorado, que permanece. Lembro com tanta intensidade, que o amor aumenta, e as convicções também. Cada admiração acaba me fazendo querer essa vida, mais do que um conto de fadas.

Será que com o passar dos anos você também seria assim ausente quando estivesse envolvido no trabalho? Será que ainda continuaria tão romântico e apaixonado como é sempre. Você me seduziu com sua forma de falar, de me amar. Nas minhas maiores dúvidas, escutei as palavras mais belas que me pegaram pela mão e me fizeram caminhar em sua companhia pelo paraíso. Ai meu amor, cada fantasia me vem à cabeça, e eu estou aqui sonhando e acordando incansavelmente. Meu bem, hoje fiquei pensando que te quero porque te acho lindo. Olha só que besteira, são tantos os motivos, e porque pensei em sua beleza? Olhei algumas fotografias. Amor, não vejo vida, adiante, melhor do que aquela ao seu lado, pareço aquelas adolescentes ingênuas e apaixonadas (sinto que sou).

Estou com medo da vida. Eu te amo porque é muito bom sentir isso.
E porque quero dar o prazer a você de poder sentir isso também.
Agora, quero começar uma vida nova.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Viajante por querer


Vivi um sonho de criança que viaja pelos olhos grudados na janela, que imagina uma história longa, toda na aventura e na cultura de viver de galho em galho. Cada galho da mesma árvore; cada cidade, estado e país do mesmo planeta — viver cada montanha, cachoeira, lagoa, arte, folclore. Enquanto criança, cada sonho era uma possibilidade real e uma realidade distante: viajar! E quando adulta, cada viagem uma distância realizada por um bom motivo.

Motivo bom para distribuir ao Brasil em palavras: oportunidades. Tento traduzir em ritmo, expressões e vocabulário o que a natureza não fala, mas faz sentir. Narro o Brasil que tenho oportunidade de conhecer para divulgá-lo. Divulgar a existência daquilo que é riqueza para quem não conhece, riqueza para quem ama, dia-a-dia para quem mora. São chances que tive porque foi o que escolhi fazer: sair, independente do dia, receber o mundo, e me entregar aos passos da natureza, da arte e da incerteza.

Entre viajantes e leitores acontecem encontros, elos, ampliados pela história que começa. Amigos de viagens são encantados porque têm cenários e lembranças definidas. Assim, as afinidades comemoram e as diferenças ensinam. E mesmo num certo mundo que, às vezes, parece assustador, o turismo bem cuidado ainda pode levar o meio ambiente e as pessoas a se respeitarem mais. Assim, as pessoas podem ler e escrever fatos reais e bons e belos.


Existe ainda natureza viva na essência de cada lugar. Existe ainda certo espírito de amor e paz, de natureza e criança. Tudo pode ser produzido em um só gesto, basta tentar. Basta sentir os lugares e as história das pessoas que passam por nós.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Toda chuva tem pingo que o hipócrita não vê

Nesses árduos dias, aprendi, pensei muito. Esse mal intencionado me fez o bem de mudar panoramas. Quero viver o máximo em todos os momentos, fazer minhas vontades, agora. Dividir e ajudar sim, mas sem me privar de nada. O crescimento pessoal é o que nos leva a um crescimento comunitário, o tal ditado do grão em grão... Se o meu grão for bem cuidado, quem sabe seja melhor do que ficar dando peixes por ai sem ensinar a pescar. E qual seria a forma de melhorar o mundo, melhorar o espírito das pessoas, e o nosso mesmo? Porque por ai tudo está camuflado e ficou fácil ser qualquer coisa, basta falar, que acreditam; basta encostar no branco que vira parede. A dignidade, honestidade, idade, uma pessoa já parece valer o que está na boca do outro; ela vale o que pensa que vale, nada mais importa do que o próprio coração e bem-estar.

Com 13 anos eu pensava ser adulta, estava madura mesmo, eu lembro, lembro que pensava com a razão e me fechava no quarto para sentir e escrever a emoção. Lembro que aconselhava até o mais velho, por ter observado as vidas no passar dos dias ao invés de brincar. E nas primeiras decepções, resolvi me abrir para sentir de verdade, em vez de falar que já sabia e passar sem perceber. Entreguei-me à vida, e por mais velha seja a face, uma criança aprende dentro de mim; ao passar por aquilo que sempre ouvi, mas ainda não havia passado. E não adianta falar, que só mesmo quem vive... já sabemos. Mas quando aperta a pele ou a alma, dói, mesmo que já soubesse que é normal. É normal alguém mentir, enganar, fazer o mal querendo fazê-lo, passar a perna no outro. É normal, falar mal, fofocar, ridicularizar. É normal sofrer e superar. E como termina? Não termina.

Mas para que repetimos os mesmos acontecimentos, gerações após gerações. Por que temos que passar por isso? Qual é o sentido? Não parece contos de fadas, parece que existe uma evolução querendo dizer algo. Ninguém entende. Principalmente aquele que não tenta, sequer, melhorar. Resolvi que as fadas se basearam na vida; antes de tornar fantasia nossos desejos, tudo era realidade. Então a fantasia é roupa, é realidade, não é carnaval.

Resolvi, que sentirei, se possível sempre, aquela emoção e sensação que não se consegue explicar. Aquela emoção do mergulhador que dá comida aos tubarões. Ele faz aquilo por entrar no mundo dele que estava esquecido, ele encontrou pelo portal. Essa emoção que ele mostra com as mãos sem conseguir dizer, essa eu posso sentir, todos podem, acreditando que os sonhos podem ser hoje e que as decepções podem ser portais para enxergar os verdadeiros sonhos. Não me importo com o acontecer de depois, que vira em todos os segundos, me importo apenas em deixar de ver personagens que considero importante. Porém, a vida nos ensina, nos acolhe, está aí para sermos tudo, até poder provar sem dizer nenhuma palavra. Até o pensamento perceber que nem doeu tanto assim.

Que os corações perdidos e mal intencionados percebam os pingos da chuva, percebam o conjunto. Senão, entram num portal ao contrário e vêem no espelho o oposto do que se é. A reversão do estomago causa aversão nas pessoas, nada tem hora para virar, a não ser o próximo segundo. O lado hipócrita tem que ser melhorado por conta própria, antes de se comer.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

ALIANÇA DE BAMBU


Ai meu amo, que aperta meu coração e me faz suspirá.
Está tão longe, mas sinto seu cheiro só de pensá.
Ai meu amo de sorriso perfeito, de tão bem feito já pode soprá.
Sopra uma dica pros ventos de amo que virão me buscá.
Ai meu amo, que me olha com desespero, não qué me soltá.
É verbo com verbo, mas simplicidade é quem ganha o altá.

De branco e florzinha vc me rodopia pra saia girá.
Pé direito na pedra que leva pra rede que vamo acampá.
É nossa casinha que dança na chuva e num dexa molhá.
Ela apenas acalenta um amo que conquista assovio dos sabiá.
Conquista também as familia unida por um amo que num vai acabá.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Trabalho

"Estou tão entregue ao jornalismo, que sonho que estou escrevendo. Até edito."

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Só, uma verdade ardida de não querer olhar

Parece que as pessoas se contorcem distorcendo as boas intenções.
O belo do sorriso se esvai entre o bem e o mal, quando o bem não diz.
Sempre chega um repique para assustar o pensamento de perfeição.
Com o tempo, as lágrimas viram tardes pensativas sobre o pouco caso.
E as amizades, acima de tudo são sábias, cada um pensa em si.
O outro sempre existe para fortalecer o vão entre a solidão.
No segundo encontro a feição profere que não tem nada errado.
Inverte para o bem, o mal de cada um, numa natural explicação da vida.
Ao normal, voltam os loucos da vida para enfrentar dias piores.
Sempre intercalados com momentos de união e cumplicidade.

terça-feira, 22 de abril de 2008

A clareza da súplica menina por um sabor verdadeiro



Afortunada a idéia de questionar o destino ao sumiço do amigo encantador.
Recebi como respostas palavras de notícias, de saudades, de amor.
Resolvi escutar no resgate da ternura todos os lamentos da distância.
E as lembranças cantadas sobre uma história que descobri ser minha infância.

Mergulhei naquele cheiro e sol que rodeavam as tardes de bicicleta.
Eu já não portava mais aquele meu sorriso sonhador e preguiça inquieta. O bairro já não descrevia os amigos e não acenava às risadas no quintal.
O grito do tumulto, do adulto era por uma quentura solitária de domingo de jornal.

O verbete não aceitava sentir mais ao saber mais, aceitava a vida que não percebia.
Diante da janela se pensava no jantar e nas pizzas e não em quem as comia.
A populosa cozinha se enchia de azeitonas sem cara na dieta da soda.
Era estranha a falta de alguém que não dizia o gosto do morango que não engorda.

O vazio era doloroso e apático sem dizer o que se passava, espremia uma gota alagada.
A promessa e o batom eram preciosos gestos que pediam mesmo era um abraço da vida.
O aparecido devia estar cego, chegou e me enxergou beleza na tristeza dos olhos cansados.
Vinha ouvir o grito crespo de ousadia tardia, vinha dar cor aos prantos do caos causado.

Safado amado que se confundia entre amor e alegria numa família apaixonada.
Não se porta na indefinição dos sentimentos dos sentidos das mulheres preocupadas.
Meninas choram nas cenas que não tem beijo, beijam meninos que choram ou que não.
Elas caminham aos lados amigos, soldados, apreciados como alma forte que não dão.

Entre milhões de pepitas de olhares maldosos, um diz decoração sentida na alma feminina.
Que busca o abraço da fervura, talvez o segredo do salto da sobrancelha genuína.
Um sorriso sem motivos é próprio na expressão que não se assemelha no peso da idade.
Ele diz o eterno, diz o amor, o sorriso que ri sem dor e se joga nas bocas da felicidade.

sábado, 19 de abril de 2008

Mãe Maria da vida que forrozou


Quando criança, eu queria explodir no mundo, aproveitar a vida da forma que ouvia falar. Quando criança, não tinha idéia que a vida que ouvia falar não era bem a que se vivia. Mesmo assim, sai com sono pelas noites buscando uma paixão. Encontrei pessoas vivendo o sexo, as drogas e o “putz putz”. Me desencontrei nas baladas, persisti naquele mundo que não era meu: se ao menos fosse rock’n roll!

Prossegui na busca pelo sentido de viver, que para mim nunca foi a rotina trabalhadora de horários comerciais, sempre soube que havia algo nas entrelinhas e procurei. Foi quando ouvi falar num certo forró, que eu não me atreveria. Sempre fui tímida, ruim de trejeitos e de expressões corporais. “-Me peça para dançar na escrita que até rebolo, mas dançar forró, não!

A inovação seria no Via Funchal, em São Paulo. Me lembro de um grande palco em forma de arena, onde os músicos estariam no lugar dos mitos e sacrifícios. Entre os largos degraus estavam os bailarinos e forrozeiros, o público baladeiro daquele espaço, esperando a orquestra. Foi anunciado o vôo do Circuladô de Fulô, Edu Ribeiro partira para o reggae. Eu só observava a confusão forrozada sem entender nada.

A salvação daquela noite estaria nas mãos daqueles que também salvariam todas as outras noites do meu caminhar. A irritação do público se misturava com uma empolgada gritaria pedindo o som, todos eram viciados pelo bem estar que eu ainda descobriria. Os compassos começaram e, no escuro total, eu enxergava estrelinhas coloridas de meditação. Suspeitei: “ - Encontrei, encontrei a paixão!”.

Um Bando de Maria entrou vozeirando e estremecendo as paredes, o teto e o chão. Uma explosão de vida liderava uma vontade, a de estar ali. Foi quando eu nasci para o encontrado, para a melhor sensação, para a satisfação total dos sentidos e de ser. Meus pés sentiam a vibração daquela acústica que zombava da arquitetura, descobri que o balanço contagiante do imóvel é quem faz o forrozeiro dançar. Dancei para sempre!




(Não há motivo maior para aceitar a alienação da massa. Porque o caminho tem que ser a grande mídia? Não se vejam pequenininhos diante dos milhões, olhem para dentro de si e se vejam como gigantes.

Façam shows todos os dias, que o público do forró estará lá para prosperar o Bando e as bandas. Relaxe porque o mercado vende apenas o que faz mal para a pele.

E lembre-se, um público apenas, um ouvido só, é a elevação do artista.
Desde quando, os primeiros talentos precisavam do mercado? Ainda porque ele é conseqüência e não caminho. Deixa esse mercado para lá e vamos à feira livre!)

terça-feira, 18 de março de 2008

Antídoto dissolvido em poros

Um fogo azul sucumbiu entre as paredes até se alastrar.
Veio rastejando suavemente como uma brisa de estimação.
Margeou pequenos impulsos, com olhos vermelhos de penetração.

A gota d’agua foi convencida a se amasiar.
A cor do fluido tornou-se o que não poderia ver.
A fórmula do mundo se perverteu.

Devastada qualquer vida seca, sem motivo de ser.
A ordem virou veneno morto pelo amor.
As partes contraditórias foram encontradas em salvos corações.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

A melodia conforta o colchão que vira grama




Aquele céu estrelado
é o mesmo daqui.
E o que vivi há segundos
já é lembrança.

Sinto as águas da cachoeira
como um banho de álcool,
que leva para um voar suave.

Vibro as palavras
invasoras de um segundo
de comemoração juvenil.

Vejo o quadro,
de um circulo onde estamos...
Todos num único beijo.

Sou eterna viajante pela procura das histórias que não voltam, formam-se.

sábado, 8 de dezembro de 2007

A fome briga com o amor que (d)existe


Tem dias que o sensível vira corpo.
Tem natureza que nos faz formigar.
Sempre quando o acordar não é rotina,
Um dia escolhido pela sopro, do sono, do paladar.

Indignado estômago.
Ou pensamento a balançar.
Esperança mordida até arrancar.
E o bom e o mau viram barulho.

Sempre a vomitar.
Esses dias de damas,
Margaridas azuis...
Ao passar, sente um susto se preparar.

Canta canta canta.
O melhor de ouvir ao se deitar.